Livia De Pauli, photographe de maternité et de famille dans le Var
Livia De Pauli

Mãe acima de tudo, artista na alma.

Fotógrafa · Jornalista · Doutora em Ciências da Informação e da Comunicação

Nascida sob um sol generoso e profundamente multicultural, cresci com a convicção de que cada cultura revela uma maneira singular de ver, sentir e contar o mundo. Meu percurso, no cruzamento entre a pesquisa, a narrativa e a criação, moldou a minha forma de habitar o mundo, com empatia, curiosidade e uma profunda atenção àquilo que une as pessoas.

Durante vários anos, estudei a maneira como as imagens, os meios de comunicação e as narrativas moldam a nossa percepção do real. Essa pesquisa me ensinou que, antes de fotografar, é preciso primeiro saber observar: escutar os silêncios, perceber os gestos mais ínfimos e reconhecer aqueles instantes frágeis em que uma história se revela.

Foi no coração da matrescência que a minha fotografia verdadeiramente nasceu. A maternidade não transformou apenas a minha vida; transformou o meu olhar. Ensinou-me a desacelerar, a ver de outra forma, a acolher o invisível e a compreender que as emoções mais profundas residem muitas vezes nos gestos mais simples. Desde então, a minha câmera não é mais um simples instrumento: tornou-se o prolongamento de uma presença no mundo moldada pela experiência de ser mãe.

« Fotografo para dar uma memória àquilo que o tempo inevitavelmente transformará. »

Meu universo se situa no encontro entre o documental, as belas-artes e o editorial. Principalmente em preto e branco, componho imagens em que a simplicidade, a luz e a autenticidade prevalecem sobre a encenação. Não busco uma perfeição estética; procuro uma verdade capaz de atravessar o tempo sem nunca perder a sua emoção.

Cada sessão é um convite a desacelerar. Cada imagem se torna o traço de um instante que nunca se repetirá da mesma maneira: uma emoção, uma luz, uma presença, um sopro de vida suspenso entre dois batimentos do tempo.

Através do meu trabalho, desejo preservar o que nos une, tornar visível o invisível e transmitir, com sinceridade e poesia, a frágil beleza da existência. Se as minhas fotografias se tornarem um dia memórias vivas, heranças familiares e as testemunhas silenciosas de um amor que atravessa as gerações, então elas terão encontrado a sua razão de ser.

A sua visão

Celebrar cada etapa

A mulher tornou-se o prisma através do qual contemplo a experiência humana. Meu trabalho celebra todas as etapas da sua existência: dos primeiros instantes da vida à infância, da adolescência ao despertar da feminilidade, da gravidez à maternidade, da amamentação à menopausa, até a idade dourada. Onde a nossa época glorifica certos períodos e apaga outros, escolho honrar cada uma dessas metamorfoses. A menopausa é, para mim, um renascimento; a idade dourada, a expressão de uma beleza livre do tempo, moldada pela memória, pela força e pela sabedoria.

E, no entanto, através da mulher, é o ser humano que observo. Os laços, as transmissões, as fragilidades, as alegrias e as resiliências revelam-se ali com uma intensidade particular. Fotografar mulheres é contar aquilo que nos une a todos.

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